sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

a fenda no meu vestido
a fendi no meu verso
a tua mão nas minhas coxas
na parte de dentro 
onde a gente sabe
é o mais intimo
a tua mão pra cima 
e pra baixo
no meu verso 
a janela treme 
o temporal estronda
e tua mão fecha a janelas 
pra nos dar privacidade
— ali me abro inversos

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começa assim um objeto singelo um gesto incerto — a primeira gota de uma tempestade à beira mar