sábado, 4 de maio de 2024

pra você, que não mais me lê

o tempo é uma armadilha do espaço
uma caixa de papelão apoiada num galho
no meio de um bosque da infância
à espera de um pássaro desavisado
que passa como quem não quer nada
e se prende ali dentro
daquele passado

então, voa

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na academia

a frieza da palavra me toma como uma lâmina de ferro gelado parece vidro porque é frágil mas me permeia como as árvores o vento