o mar batia forte contra os rochedos
era dia de iemanjá e então não tínhamos mais medo
como estás em todas as pequenas coisas
era também teu aniversário
e por baixo da fúria das ondas
não havia criatura alguma
tudo era calmaria sob o manto real
então sobrevoava o mar desejando
ali mesmo me afogar
a ver se te encontrava lá no fundo
sentado de pernas cruzadas
tu ainda menino
a bermuda azul que sempre usas
nos meus sonhos
as pequenas imaculadas mãos
que nunca me tocaram
a recolher conchinhas
como quem colhe pitangas
no quintal de casa num domingo de calor
nem te aperceberias da minha presença
te olhando e desenhando
essa impossível memória inexistente
então nem me afogo que é pra não te tirar a paz
mas tu
tu continuas ali
sob os cuidados dela, a te guardar
segunda-feira, 17 de abril de 2023
Assinar:
Postar comentários (Atom)
a fenda no meu vestido a fendi no meu verso a tua mão nas minhas coxas na parte de dentro onde a gente sabe que é o mais intimo a tua mão p...
-
ora thiago falando de frankenstein entro nos teus lábios observo cautelosa a flor que se abre entre meus dedos toco a carne da tua boca des...
Nenhum comentário:
Postar um comentário