sábado, 24 de fevereiro de 2018

de inícios

um café bem passado
se fica parado –
numa mão fria
que não desvia
a atenção das
memórias idas –
fica amargo
e ácido,
vencido
.
              que fardo
infeliz é tomá-lo
desavisado
não ter notado
o pó sedimentado
no fundo da xícara
– vermelha e verde,
presente de um dia quente –
que embaraço

é encontrá-lo amarescente.

no fundo
as memórias de um café
ainda quente e cheio de fé,

nenhum tom acre ainda.
é como a primeira namorada.


{01-09-17}

Nenhum comentário:

Postar um comentário

a fenda no meu vestido a fendi no meu verso a tua mão nas minhas coxas na parte de dentro  onde a gente sabe que é o mais intimo a tua mão p...