marielle
primeiro, tira a casca
que espirra pequenos prantos dos poros
e expele perfumes, uma profusão
que penetra os poros, e couros putrefatos
não menos que perpétuos.
então, te arrancam, como um gomo lacrimoso
e gotejas uma explosão de sumo glorioso
presente
mesmo na boca de quem mastiga malgrado desgostoso:
uma ruptura medonha, pútrida
inda que dulcificada.
a morte numa mordida mínima de menina
bergamota azedinha, e outros nomes tantos
querem te descaracterizar o amargor e a doçura
fervorosa, acre, pungente, etérea, amarescente,
agror na boca de quem te profana pontualmente:
na boca, perversão e azedume
no chão, casca e
semente...
terça-feira, 29 de maio de 2018
terça-feira, 8 de maio de 2018
natureza que penetra
outro dia, não me lembro quando,
cricrilava na noite escura o canto
de um grilo só - o escândalo
sussurante dum vândalo.
no dia de hoje, 'ind'agora
pulpulsava na noite em glória
um pêssego palpitante - o riso
penetrante dum narciso.
e tu bem podias ter me avisado,
mas preferistes meu alarde:
acordados até mais tarde
os olhos bem despertados.
a tua voz uma música doce
ressoando um oceano:
gozo do meu pranto
eterno canto por você.
cricrilava na noite escura o canto
de um grilo só - o escândalo
sussurante dum vândalo.
no dia de hoje, 'ind'agora
pulpulsava na noite em glória
um pêssego palpitante - o riso
penetrante dum narciso.
e tu bem podias ter me avisado,
mas preferistes meu alarde:
acordados até mais tarde
os olhos bem despertados.
a tua voz uma música doce
ressoando um oceano:
gozo do meu pranto
eterno canto por você.
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